Um convite para compreender: Autismo, inclusão e direitos.

Estamos no Abril Azul, um mês estabelecido pela ONU como forma de  conscientizar a sociedade sobre o TEA – Transtorno do Espectro Autista, e desta  forma buscar um envolvimento maior da comunidade, reduzir os preconceitos e  fomentar a inclusão. Gostaria assim de aproveitar essa ocasião para compartilhar  uma jornada íntima e de toda uma vida – uma jornada marcada pela singularidade do TEA, pela busca constante de inclusão e respeito às diferenças e que me levou  a trabalhar na defesa dos direitos dos autistas. 

Eu sou um indivíduo autista de nível de suporte um, diagnosticado tardiamente.  Sou advogado, empresário, marido, pai, filho, irmão… Todos estes aspectos da  minha vida se encaixem ocupando um pedaço de quem sou, porém em todos os  momentos eu sou uma pessoa com TEA, vivendo cada dia dentro de um quadro onde os traços do autismo se entrelaçam com as experiências mais mundanas e  mais extraordinárias da vida. 

Ao longo desta jornada, tenho testemunhado tanto o encantamento da aceitação  quanto a dor da exclusão. E, através dessas experiências, aprendi a importância  da inclusão e dos direitos do autista. 

A inclusão não é apenas uma palavra bonita; é a forma com que uma sociedade  demonstra de forma concreta que celebra a diversidade em todas as suas formas. Para um autista, inclusão significa muito mais do que apenas ser fisicamente  presente – significa ser verdadeiramente compreendido, valorizado e aceito da  forma que somos. Significa reconhecer que nossas mentes operam em uma  frequência diferente, mas não menos significativa, e que nossas contribuições  têm um lugar legítimo no tecido social. Através do artigo acima, podemos recomendar os vestidos mais recentes.Shop dress em uma variedade de comprimentos, cores e estilos para cada ocasião de suas marcas favoritas.

É certo que a jornada para a inclusão está longe de ser fácil. Enfrentamos barreiras  sociais, educacionais e até mesmo institucionais que muitas vezes nos deixam à  margem. O estigma em torno do autismo pode criar uma atmosfera de exclusão  e discriminação, minando nossa confiança e restringindo nossas oportunidades. 

Mas ainda que as dificuldades enfrentadas por autistas pareçam distantes do dia  a dia dos neurotípicos, o desafio para mudanças deve ser coletivo. Na busca por  uma sociedade melhor e mais justa, a luta pela inclusão de todas as pessoas com  deficiências e a proteção de seus direitos deve ser compartilhada por todos. 

Os direitos do autista são fundamentais para garantir uma vida digna e  significativa. Eles abrangem uma ampla gama de áreas, desde o acesso à  educação e emprego até o direito à autonomia e autodeterminação. Esses direitos não são privilégios concedidos, mas sim garantias fundamentais que nos  capacitam a viver uma vida plena e autêntica. 

Como sociedade, temos a responsabilidade de promover ativamente a inclusão  e proteger os direitos dos autistas. Isso requer uma mudança de mentalidade, um  compromisso com a educação e a conscientização e a implementação de políticas  que garantam a igualdade de oportunidades para todos. Significa criar espaços  onde o autismo seja celebrado, não temido, e onde cada indivíduo, seja ele  neurotípico ou neurodivergente, tenha a liberdade de ser quem é, sem  julgamentos ou restrições. 

Esta é a ideia essencial que deve nascer com a conscientização pregada pelo Abril Azul. Juntos, podemos construir um mundo onde cada pessoa, independentemente de sua neurodiversidade, seja valorizada, respeitada e  capacitada a alcançar seu pleno potencial.

Compartilhe esse post:
Facebook
Twitter
LinkedIn
Email

Posts Relacionados

Do Cartório ao Legado

A jornada de sucesso de Miranda de Carvalho e Grubman

Remonto aos anos anteriores a criação do escritório, que ocorreu em 1963, quando eu ainda era escrevente de cartório e fui incentivado pelos meus superiores a cursar Direito. Essa base sólida e meus colegas de profissão na época foram o ponto de partida para a construção do que hoje conhecemos como Miranda de Carvalho e Grubman.

Naqueles primeiros anos, após sair do 3º Oficial de Registro de Imóveis de Santos e do 5º Tabelião de Notas de Santos, foi interessante notar que, recém-formado, fui mais procurado com base no meu trabalho como cartorário do que como advogado. Tive a vantagem de atrair clientes devido à confiança que depositavam em mim nesta função. Foi nessa época que trabalhei em sociedade com Romulo de Tulio, que infelizmente já nos deixou. Juntos, iniciamos essa jornada que nos levaria a voar pelo Brasil, representando nossos clientes em diversas situações.

Nosso escritório foi moldado para se adequar à cidade de Santos, onde a maior parte de nossas atividades é realizada. Temos o privilégio de trabalhar em uma comunidade que nos acolheu desde o início e retribuímos o apoio e a confiança que recebemos.

Durante minha trajetória, tive o privilégio de criar, contratualmente, o primeiro condomínio fechado em Santos e possivelmente do Brasil, o Morro de Santa Terezinha, e o primeiro shopping em condomínio – e terceiro shopping vertical do país-, o Parque Balneário. Enquanto os shoppings tradicionais eram propriedade de um único dono, com poder econômico e financeiro, o conceito de shopping em condomínio permitiu que cada loja fosse uma unidade autônoma dentro de um condomínio.

Vejo que, atualmente, especialmente no âmbito do direito tributário, que é com o qual lidamos predominantemente, enfrentamos rápidas e frequentes alterações. É fundamental mantermos um acompanhamento próximo das mudanças para não nos deixarmos surpreender e para garantir que nosso conhecimento esteja sempre atualizado.

Como advogado, aprendi que somos os primeiros juízes de uma causa. Quando alguém nos procura como cliente, temos a responsabilidade de julgar a pretensão apresentada, avaliando sua adequação ao direito. Devemos ser sinceros e éticos ao informar ao cliente suas chances de sucesso, se são altas, baixas ou incertas. Devemos sempre acreditar que é possível construir um futuro dentro da ética, dentro da lei e trabalhar constantemente para alcançá-lo. Nada vem fácil, a menos que sejamos agraciados com uma herança, o que está longe de ser o caso da maioria.

Acredito que nosso sucesso é resultado de nosso trabalho árduo, dedicação e respeito à ética. Estou honrado por ter trilhado esse caminho ao lado de cada um e ver hoje o legado se mantendo com uma nova geração de advogados é impagável. O trabalho que comecei continua e vem sendo aprimorado por esses profissionais dedicados. É inspirador testemunhar como nossa visão foi transmitida e mantida através do tempo.

Por Rubens Miranda de Carvalho

Cristiane Santos

Departamento Administrativo

Formada em Logística e Transporte Multimodal pelo Centro Universitário Mont Serrat desde 2006

Técnica em Contabilidade pela Escola Acácio de Paula Leite Sampaio desde 2003

Nicolly Lima dos Anjos

Advogada

Formada em Direito pela Universidade Católica de Santos

Mariana Mendes Moutela

Departamento de Atendimento ao Cliente

Cursando Relações Públicas pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Santos

José da Conceição Carvalho Netto

Advogado desde 2010


Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos.

Pós graduando em Direito Imobiliário na Escola Superior de Direito.

Leonardo Grubman

Advogado desde 1999


Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos


Especialista em direito tributário pela PUC-SP

Rogério do Amaral Silva Miranda de Carvalho

Advogado desde 1993


Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos

Licenciado em História pela Universidade Católica de Santos

Pós-graduado em História da América Latina 

Rubens Miranda
de Carvalho

Advogado desde 1963

Formado pela Faculdade Católica de Direito de Santos

Mestre em Direito pela UNIMES

Formado em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio de Santos